A Nova Neurociência da Gaguez

Knowable Magazine
2 de setembro de 2020

Investigações recentes demonstram que a gaguez tem fortes raízes biológicas, em vez de ser puramente comportamental ou emocional. Os cientistas identificaram vários genes associados à gaguez persistente que afetam a forma como as células cerebrais processam resíduos e comunicam dentro de redes relacionadas com a fala. Estudos de neuroimagem revelam diferenças no tempo e na conectividade entre as regiões motoras da fala e auditivas em indivíduos com gaguez, o que pode interferir com a fluência da fala.

O psiquiatra, Dr. Gerald A. Maguire, um investigador de renome que também gagueja, está a explorar como medicamentos que alteram a atividade da dopamina no cérebro podem ajudar a melhorar a fluidez da fala — oferecendo um novo caminho potencial para além da terapia tradicional. Uma vez que a gaguez frequentemente se inicia na primeira infância, quando as redes de fala ainda estão em desenvolvimento, as diferenças neurológicas precoces podem determinar se a condição persiste ou se resolve. Esta compreensão crescente dos fundamentos genéticos e neurobiológicos da gaguez está a reformular as abordagens de tratamento e a ajudar a redefinir a gaguez como um distúrbio do neurodesenvolvimento, reduzindo o estigma e promovendo cuidados mais compassivos e baseados na ciência.